As amigas de Jesus, Marta e Maria, passaram por isso, quando seu irmão, Lázaro, faleceu (Jo 11:1-44). Elas haviam informado a Jesus que Lázaro estava enfermo, mas o tempo passou e nada de Jesus aparecer. Por fim, Lázaro morreu. Não é difícil imaginar a sensação de abandono que tomou conta daquelas duas mulheres. Fora o próprio Deus que as fizera esperar e que parecia recusar-se a aparecer para, ao menos, consolá-las.
Somente quando fazia quatro dias que Lázaro havia sido sepultado foi que Jesus apareceu. "Eu sou a ressurreição e a vida", disse ele. Contudo, antes de ressuscitar Lázaro, ele se mostrou como Deus solidário, sensível ao sofrimento de suas amigas. O autor do texto diz que Jesus ficou muito comovido e aflito com a situação de Marta e Maria. Ele chorou com elas porque também amava Lázaro.
Costumamos não reconhecer a empatia de Jesus em relação ao nosso sofrimento. Queremos que ele venha logo ao nosso encontro e mostre seu poder, revertendo as situações que nos angustiam. A verdade, porém, é que, antes de mostrar-se superior a nós, pela manifestação do seu poder, ele deseja mostrar-se solidário: chorar conosco, ouvir o que temos a dizer-lhe sobre nossos medos, nossas frustrações e nossas fraquezas, pois não há dor que ele não conheça. Jesus sabe exatamente o quanto o sofrimento nos machuca, porque ele próprio sente a nossa dor. Ele se importa conosco mais do que possamos imaginar.
Via: www.guiame.com.br
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